31 de ago de 2011

Minha história - Parte 2

Bem, como disse no outro post, a melhor coisa que fiz na vida foi ter participado do Vigilantes do Peso. Emagreci de forma saudável e me mantive os bons hábitos que adiquiri, fazendo com isso que me mantivesse no peso por mais de 5 anos.

O que aconteceu ao final destes 5 anos? Bem, depois de usar tantas drogas para emagrecer numa fase tão crítica que é a adolecência (crescimento ativo do corpo) e a junção de alguns problemas pessoais e familiares me fizeram em meados de 25 anos de idade ter uma  crise de depressão profunda.

Já fazia acompanhamento com psicologo a mais ou meno 1 ano quando veio a derradeira notícia: "Gisele, mesmo com a terapia não estamos conseguindo evoluir em relação a depressão. Você precisa procurar um psiquiatra".

Quase pirei né... pra mim, na época, estar fazendo terapia já era difícil, ir num psiquiatra então era o fim!!! Mas fui... O primeiro remédio que ele me passou me fez surtar, nossa, fiquei doidinha... com menos de 20 dias baixei novamente no consultório e ele me apresentou meu inimigo número 1: o Prozac!!! (Para quem não sabe, o principio ativo do Prozac é a Fluoxetina, muito usada em dietas de emagrecimento).

O médico foi categórico ao me receitar esse medicamento: mesmo não comendo, você vai engordar. Relaxa, quando acabar o tratamento você emagrece.

O primeiro medicamento me havia feito emagrecer 3 quilos em 20 dias. Resumo: Estava com 53 quilos quando comecei a tomar o Prozac. Ao final de 1 ano, quando tive alta da manutenção do medicamento já estava com 63 quilos.

Continuei a terapia por mais 1 ano, ou seja, 3 anos até a alta. Estava curada da primeira depressão. E 10 quilos mais gorda. Acupuntura, homeopatia, exercícios, nada resolveu para perder esse peso. A alimentação? Super 10!!! Passei em duas nutricionistas e ambas me disseram que como eu malhava não tinham o que mexer na minha dieta, que já era de 1200 calorias e muito equilibrada. Se bem que eu usava manequim 38 com esse peso né.... como malhava muito, tinha muito musculo, massa magra, era fininha...

Um tempo depois disso, quando conheci o homem que viria a ser meu marido, eu decidi parar de fumar (sim!!! fumei 14 anos!!!). Dos já 65 quilos que estava na época, pulei para os 73 quilos após 1 ano sem fumar e sem exercícios, por que sim, fomos morar juntos e larguei a academia.

No casamento, por conta do nervosismo e correria, estava com 68 quilos, mas, voltei de lua de mel já com os 73 quilos novamente. Isso foi em 2006. Logo depois do casamento troquei de emprego. Estou no mesmo lugar até hoje, só que na época, o estresse do trabalho era absurdo, trabalhava muito e tinhamos muitos problemas. Resultado??? Alguém adivinha???? Mais 6 quilos ao longo de 1 ano na balança... Cheguei aos 79 quilos.

Nessa época desenvolvi sindrome metabólica (pressão alta, alterações na insulina, triglicérides, colesterol) e já tinha acompanhamento na medicina ocupacional da empresa, por risco cardíaco. Queríamos um filho, mas não dava do jeito que estava.

Novamente fui parar na psicóloga, afinal, tomei sibutramina e engordei!!! Dieta de 1200 calorias não resolvia. Exercícios também não. A impressão era que meu metabolismo tinha morrido!!!! Bem, até tinha uma explicação, minha insulina era muito alta...

Depois de algumas poucas sessões, descobri que o problema era mais psicológico, então, as doenças associadas sumiram. Como? Eu emagreci? Não. Só 3 quilos. Eram neuras mesmo (minha mãe causou um belo estrago com as neuras dela com alimentação e emagrecimento). A endócrino me liberou para engravidar. Eba!!!!

Foram 8 meses de tentativas até ser presenteada com meu projeto mais perfeito. Engravidei com 76 quilos.

Agora daqui pra frente, fica pra amanhã!!! Rs...



30 de ago de 2011

Minha história - Parte 1

Então vamos lá, conforme prometido, vou começar contar como cheguei aos 95,5 kg... ufa... a história é grande, então vou abstrair detalhes...

Nasci grande: 3.850 kg e 53 cm (cresci menos de um metro ao longo da vida... rs). Minha mãe dizia que o leite dela não me sustentava (mentira, depois que tive meu filho percebi que ela nunca teve é paciência para me amamentar!), então, com dias de vida estava tomando mingau de maisena.

Com dois meses fui parar na UTI com problemas respiratórios, e foi assim ao longo de toda infância, bronquite asmática e amidalas.

Meus pais (principalmente meu pai) sempre me agradou com doces... era uma festa... ele comprava chocolate e doce de leite (de dedinho, hummmmm) de caixa... lógico que comia um ou dois por vez, mas todo dia tinha doce, fora os comprados na tia do doce.

Além de tudo isso, na época (fim dos anos 70 e início dos anos 80) não havia a avalanche de informações sobre alimentação que há hoje, então, a alimentação era baseada em arroz, feijão, bife (frito), salada e batata frita. Lindo!!! Comia muito... e não podia deixar no prato, afinal, tinha muita gente passando fome no mundo!!!!

Com menos de 7 anos operei as amidalas. Lembro como se fosse hoje da médica falando: "Mãe, agora tem que vigiar a alimentação dela, senão ela vai engordar muito". Alguém vigiou???? Claro que não né.

Acho que o que me salvou muito tempo é que sempre fui uma criança mega ativa, desde os 5 anos fazia balé, jazz, brincava o dia inteiro na rua, de correr, pular, dependurar, bicicleta, enfim, eu só parava para dormir... e comer é claro.

Cresci um pouco e fui praticar natação também, aí que o bicho começou a pegar. Com 10 anos já era "mocinha", ou seja, dancei quanto a crescimento logo. A médica da academia me barrou de ser matriculada por conta do sobrepeso e mandou minha mãe me levar no cardiologista.

Diagnóstico: excesso de peso causando pequena arritimia. Tratamento: dieta.

Pronto, ali ele assinou meu atestado de "quase" óbito, por que fazer dieta para minha mãe era encher a cara de drogas e ficar o dia inteiro pilhada e sem comer, afinal, ela me culpava (gravidez) de ter saido dos 47 para os 74 quilos (não foi as 3 cocadas que ela comia por dia enquanto estava grávida nem o meio quilo de macarrão por dia, fui eu, um pobre fetinho a culpada disso).

Resultado: ela me levou na endócrino que frequentava na época. Comecei com fórmulas "naturais", era plantinhas e mais um pouquinho de diurético e hormônio tiroideano... coisa leve... depois de 6 meses, começamos com algo um pouco mais pesado, tipo dos "ans" e "exs" da vida, sempre associados com diuréticos e hormônio tiroidiano.

Claro que emagrecia, muito... Fiquei viciada em exercícios, pilhada, ligada no 220, desenvolvi anemia profunda, enfim, saúde perfeita!!!! Está ótima, afinal, estava magra!!!!

Tirava os remédios, engordava, tomava, emagrecia... o psicologico era perfeito né. Com 14 anos eu bebia, fumava e tomava as drogas lícitas receitadas pelo endocrino... a não ser quando trocava os "ans" por uma dose de bebida... afinal, dava um "barato louco" tomar aquela mistureba...

Passei minha adolecencia assim, me drogando para emagrecer, fazendo exercícios compulsivamente, bebendo, fumando e vomitando... sim, dos 15 aos 19 anos desenvolvi uma bulimia das bravas!!!! Meu estomago tinha vezes de estar tão machucado d'eu não conseguir tomar nem água... batia e voltava a água e sangue... um show de horror.

Se meus pais viam isso??? Impossível não ver gente... eu saia da mesa para vomitar no almoço de domingo... se fizeram algo? Não.

Bom, chegou uma hora que eu tava realmente cansada de tudo aquilo, acho que era o início de uma crise de depressão. Abandonei a médica louca, parei de vomitar, e engordei muito... já estava na faculdade, tinha 19 anos.

Nessa época, eu vi a neta do meu professor de violão, após um sumisso de 6 meses ressurgir magérrima (e ela era imensa, devia pesar uns 170 quilos), linda, saudável... fui falar com ela... VIGILANTES DO PESO. Eu não me aguentei, comecei a rir desaforada na hora!!! Imagina só se eu, dona da verdade absoluta, vou participar de um tipo de "gordinhos chatos anonimos", nem pensar!!!!!

Mas fui... foi a melhor coisa que fiz na vida... na época pesava 68 kg (que nos meus 1,50 m ficavam péssimos!!!). Emagreci 15 quilos em 1 ano, de forma saudável e fiquei nesse peso por mais de 5 anos... sou sócia vitalícia do VP!!!!

Bem, minha história com o VP e o por que d'eu ter engordado novamente, conto no próximo post... rs

29 de ago de 2011

Final de semana de lições aprendidas

É, como eu já sabia, os 30 primeiros dias foram fichinha perto de reaprender a comer... todo dia é uma surpresinha nova... ainda bem que depois que aprender não rola mais estresse né... espero aprender rápido...
1º) Nem tudo que é Diet, sem açúcar, realmente é sem açúcar. Comprei um achocolatado Gold e tive dumping... pior? Duas vezes!! Na primeira pensei que tinha comido rápido demais, por isso tinha passado mal, nada... hoje fui tomar café, tomei a porcaria do achocolatado e tive início de dumping novamente... sorte que parei antes do fim.
2º) Nunca mais comer ovo!! Comi um danado de um ovo cozido no almoço de sábado e parecia um dirigível de tantos gases... ai meu Deus!!! Pior que dói hein??!!!
3º) Não comer mais peito de frango. Fui comer uma torta de frango que eu fiz, comi um mini pedacinho, ok. Normal. Fiquei meio pesadinha, mas pensei que era algo relacionado com a massa. Mais tarde, duas horas depois, quando el maridon chegou, belisquei uma lasquinha do frango (lasquinha mesmo, dava pra enfiar embaixo da unha!!), pronto, acho que desceu meio grande, voltou tudo. A primeira vez que passei mal, melhor, minha primeira refeição na liberação da dieta sólida foi peito de frango... fui pro PS no outro dia né, má digestão...
4º) Nunca comer bife fora de casa. Caraca!!! Almoçamos ontem no restaurante do SESC Interlagos, peguei um danado de escalope (que na minha terra se faz com carne molinha). Fiquei 40 minutos deglutindo meio bife, o danado tava nervoso demais!!! Devia ter pego a coxinha de frango ou o peixe...
É, sabia que não ia ser fácil né... rs
Bom é que tenho bom humor né, depois que passa eu dou risada de tudo... ainda bem.

25 de ago de 2011

Fenix...

Bom, criei o blog com o intuito de falar tudo a partir do momento que tomei a decisão... pois é... só escrevi a apresentação e nada mais. Pior? Já tô a quase 1 mês operada... rs

Eu nunca fui muito com essas "tecnologias" mesmo, acho que pelo fato deu trabalhar com tecnologia, não tenho muito "saco" para trazer isso para minha vida pessoa. Utilizo muito email, só! Orkut? Só para falar com os parentes distantes. Facebook? Criei uma conta de tanto meu chefe falar que "nós da área de tecnologia temos que estar plugados com o que acontece". Mas é isso, vou tentar estar mais presente, até por que, quero compartilhar um pouco do meu histórico até chegar aqui e começar a contar um pouco da nova experiência.

Muitos blogs que encontrei me ajudaram a pensar melhor na cirurgia e decidir por ela. Na minha listinha tem os que considero que realmente me ajudaram, de uma forma ou de outra e que até hoje eu ainda acompanho.

Não tenho (ainda) nenhum amigo blogueiro, até por que, esse é meu segundo post, nem tinha coragem de colocar meu blog nos comentários que fazia, em alguns, nem nunca comentei exatamente por não postar nunca! Agora, espero que consiga.

Qual o plano para isso? Vou escrever um post por dia para atualizar, até chegar na atualidade, creio que não devo demorar, até por que pretendo fazer um resumão para as coisas óbvias e para o que achar não tão importante.

Vamos lá né, registrar para posteridade o meu renascimento... nossa, sabe que as vezes penso que não devia chamar Gisele, e sim "Fenix", vai virar cinza e renascer assim lá longe (em todos sentidos da vida, não só em relação a obesidade).

Até o amanhã (eu espero)!